As empresas que tentam operacionalizar a nota fiscal de serviços eletrônica (NFS-e) junto a Prefeitura de Salvador têm encontrado muitas dificuldades, desde que esse documento passou a ser obrigatório, no início do mês. Essa situação foi relatada pelos 22 empresários contábeis que participaram de um workshop promovido pelo Sindicato das Empresas Contábeis e de Serviços- SESCAP BAHIA, no auditório do edifício Royal Trade, na última terça-feira (13/04).

Segundo os presentes ao worshop, um dos vários imprevistos, na adesão das empresas de serviços ao programa da nota fiscal de serviços eletrônica do Município foi a mudança no leioute do site da nota fiscal eletrônica da Sefaz de Salvador, em meio ao processo de adaptações por parte dos empresários. “Se as adequações já não estavam fáceis, depois da inovação do site ficaram mais confusas”, assinalou o presidente do Sescap Bahia, Dorywillians Azevedo.

Segundo diversos empresários contábeis, o sistema tecnológico da Sefaz de Salvador demonstrou que não estava preparado para atender a quantidade de solicitações. “Isso acabou provocado um congestionamento de trafego de dados pela internet, deixando, assim, o sistema muito lento”, explicou o diretor da Conpec, Altino Alves.

Desde o início de abril, a nota fiscal de serviços eletrônica – já exigida pela Prefeitura de Salvador para diversos segmentos comerciais, passou a ser obrigatória também para um grande número de empresas de serviços. O documento permitirá que a Secretaria da Fazenda do Município acompanhe, em tempo real, as transações financeiras dessas organizações.

Se o estabelecimento obrigado a adotar o novo sistema continuar emitindo a Nota Fiscal modelo 1 ou 1-A, incorre em penalidades, algumas referentes à idoneidade do documento fiscal. Desde o início do ano, muitas empresas correm contra o tempo para migrar para o novo sistema. Porém, essas mudanças não são tão simples como parecem.

Prevendo esses impasses, a diretoria do Sescap Bahia encaminhou para a Sefaz do Município um ofício solicitando – pela terceira vez, que a secretaria flexibilizasse os prazos. Alegou, entre outros itens, que conforme levantamentos junto aos escritórios contábeis, nem todos os clientes haviam se adaptado a tempo. Ao contrário dos pleitos anteriores feitos pelo Sescap Bahia, desta vez,entretanto, a Prefeitura não prorrogou os prazos.